Beyond Nudge: The latest thinking in behavioral insights

Bibi Groot, our Director and Head of Educational Policy, joined the 2019 WINK conference, in the Netherlands, to hear about the latest thinking in behavioral insights. Inspired by the 20+ presentations by researchers and policy-makers, Bibi summarizes the key takeaways.

Behavioral science as a core capacity in public institutions. Many public institutions in the Netherlands now have dedicated behavioral science experts in-house, or work with expert consultancies or universities. We met officials from Amsterdam Municipality, the Netherlands Scientific Council, Behavioral Insights Group Rotterdam, the Flemish Behavioural Insights team and the Dutch National Institute for Public Health and the Environment (RIVM), to name but a few. It was heartening to see that these institutions actively seek to incorporate a thorough understanding of human behavior into their thinking and policy.

Focus on structural issues, even if they are tough to address. Professor Eldar Shafir, who delivered the first keynote speech, reminded us that we need to focus our collective efforts on solving complex societal issues, and not just focus on the ones that are easy to nudge. So instead of making walking stairs more fun to get people to exercise more, or the Schiphol Airport fly in the urinal, Professor Shafir urged us to focus more on the most disadvantaged groups in society. Professor Shafir is well-known for his ground-breaking work on scarcity theory, showing that ‘having too little’ be it time or money, creates a vicious cycle. He inspired us to think about ways to help people stuck in poverty take the reign over their lives. And that means dedicating more effort to boosting good financial-decision making, breaking the cycle of debt, or helping people overcome hurdles to finding quality employment. We’ve started doing work in this area, and would love to connect with others who are interested in these topics.

Nudging and beyond. The name of the conference was apt. We learnt about many innovative nudges, including getting people to exercise more at work (André Mamede Braga, BIG Rotterdam), boosting regulatory officials’ sense of accountability (Professor Thomas Schilleman, Utrecht University), and improving household energy savings through smart meters (Mirthe Boomsma, Tilburg University). There was also plenty of interest in the big question: what next? Where should we focus our efforts to improve individuals’ and societal well-being? What is the role of governments? And how can we ensure our nudges are transparent and acceptable to those who are nudged?

Many governments are nudging. In a panel discussion with government representatives from the UK, France, Belgium, the Netherlands, and the European Commission, we learnt that 13 EU countries are already using behavioral science to help design and deliver better national and local policies. Excitingly, Portugal is one of them: LabX, part of the Agência para a Modernização Administrativa (AMA) is leading the way into the brave new world of behavioral science. We are proud to have already started working with LabX, and look forward to seeing new developments within Portugal and abroad

A Bibi Groot, nossa diretora e Head of Educational Policy, esteve presente na conferência WINK 2019, na Holanda, para ouvir sobre os desenvolvimentos mais recentes na área dos behavioral insights. Inspirada pelas mais de 20 apresentações, entre investigadores e policy-makers, Bibi resume os pontos-chave do evento:

Ciências comportamentais como uma competência nuclear nas instituições públicas. Várias instituições na Holanda têm agora especialistas comportamentais internos dedicados, ou trabalham com especialistas de consultoras e universidades. Conhecemos administradores públicos do Município de Amesterdão, do Conselho Científico Holandês, do Behavioral Insights Group Rotterdam, da Flemish Behavioral Insights Team e do Instituto Nacional Holandês para a Saúde Pública e o Ambiente (RIVM), para referir apenas algumas. Foi um prazer ver que estas instituições procuram ativamente incorporar uma profunda compreensão sobre o comportamento humano no seu pensamento e nas suas políticas.

Focar em problemas estruturais, mesmo quando são difíceis de abordar. O professor Eldar Shafir, que deu o discurso inaugural, lembrou-nos de que precisamos de focar os nossos esforços coletivos na resolução de problemas sociais complexos, e não apenas naqueles em que é fácil implementar nudges. Assim, ao invés de tornar escadas mais divertidas para as pessoas as usarem mais, ou colocar uma mosca nos urinóis do aeroporto de Schiphol,  o professor Shafir apelou-nos a focar mais nos grupos mais desfavorecidos da sociedade. O professor é conhecido pelo seu trabalho pioneiro na teoria da escassez, que mostra como ter “demasiado pouco”, seja tempo ou dinheiro, cria um ciclo vicioso. Ele inspirou-nos a pensar em formas de ajudar pessoas  que estão presas na pobreza a tomar as rédeas das suas vidas. Isso significa dedicar mais esforço a potenciar boas decisões financeiras, quebrando o ciclo de dívidas, ou ajudando pessoas a ultrapassar os obstáculos à procura de empregos de qualidade. Começámos a trabalhar nesta área, e teríamos imenso gosto em entrar em contacto com outras pessoas interessadas nestes temas.

Para além do nudging. O nome da conferência foi bastante adequado. Aprendemos sobre muitos nudges inovadores, incluindo formas de ajudar as pessoas a fazerem mais exercício (André Mamede Braga, BIG Rotterdam), promover o sentido de responsabilidade de reguladores (Professor Thomas Schilleman, Utrecht University) e a poupança de energia em residências através do uso de smart meters (Mirthe Boomsma, Tilburg University). Houve muito interesse na grande questão: e agora? Onde devemos concentrar esforços para melhorar o bem-estar de indivíduos e sociedades? Qual o papel dos governos? E como podemos garantir que os nossos nudges são transparentes e aceitáveis para aqueles que são alvos destas medidas?

Muitos governos estão a implementar nudges. Num debate com um painel de representantes dos governos britânico, francês, belga, holandês, e também da Comissão Europeia, aprendemos que 13 países da União Europeia estão neste momento a utilizar as ciências comportamentais para ajudar a desenhar e implementar melhores políticas nacionais e locais. É entusiasmante verificar que Portugal é um deles: o LabX, parte da Agência para a Modernização Administrativa (AMA) está a liderar o caminho para um novo mundo de ciências comportamentais. É um orgulho para nós termos começado a trabalhar com o LabX, e estamos desejosos para ver novos desenvolvimentos em Portugal e no estrangeiro.

A Bibi Groot, nossa diretora e Head of Educational Policy, esteve presente na conferência WINK 2019, na Holanda, para ouvir sobre os desenvolvimentos mais recentes na área dos behavioral insights. Inspirada pelas mais de 20 apresentações, entre investigadores e policy-makers, Bibi resume os pontos-chave do evento:

Ciências comportamentais como uma competência nuclear nas instituições públicas. Várias instituições na Holanda têm agora especialistas comportamentais internos dedicados, ou trabalham com especialistas de consultoras e universidades. Conhecemos administradores públicos do Município de Amesterdão, do Conselho Científico Holandês, do Behavioral Insights Group Rotterdam, da Flemish Behavioral Insights Team e do Instituto Nacional Holandês para a Saúde Pública e o Ambiente (RIVM), para referir apenas algumas. Foi um prazer ver que estas instituições procuram ativamente incorporar uma profunda compreensão sobre o comportamento humano no seu pensamento e nas suas políticas.

Focar em problemas estruturais, mesmo quando são difíceis de abordar. O professor Eldar Shafir, que deu o discurso inaugural, lembrou-nos de que precisamos de focar os nossos esforços coletivos na resolução de problemas sociais complexos, e não apenas naqueles em que é fácil implementar nudges. Assim, ao invés de tornar escadas mais divertidas para as pessoas as usarem mais, ou colocar uma mosca nos urinóis do aeroporto de Schiphol,  o professor Shafir apelou-nos a focar mais nos grupos mais desfavorecidos da sociedade. O professor é conhecido pelo seu trabalho pioneiro na teoria da escassez, que mostra como ter “demasiado pouco”, seja tempo ou dinheiro, cria um ciclo vicioso. Ele inspirou-nos a pensar em formas de ajudar pessoas  que estão presas na pobreza a tomar as rédeas das suas vidas. Isso significa dedicar mais esforço a potenciar boas decisões financeiras, quebrando o ciclo de dívidas, ou ajudando pessoas a ultrapassar os obstáculos à procura de empregos de qualidade. Começámos a trabalhar nesta área, e teríamos imenso gosto em entrar em contacto com outras pessoas interessadas nestes temas.

Para além do nudging. O nome da conferência foi bastante adequado. Aprendemos sobre muitos nudges inovadores, incluindo formas de ajudar as pessoas a fazerem mais exercício (André Mamede Braga, BIG Rotterdam), promover o sentido de responsabilidade de reguladores (Professor Thomas Schilleman, Utrecht University) e a poupança de energia em residências através do uso de smart meters (Mirthe Boomsma, Tilburg University). Houve muito interesse na grande questão: e agora? Onde devemos concentrar esforços para melhorar o bem-estar de indivíduos e sociedades? Qual o papel dos governos? E como podemos garantir que os nossos nudges são transparentes e aceitáveis para aqueles que são alvos destas medidas?

Muitos governos estão a implementar nudges. Num debate com um painel de representantes dos governos britânico, francês, belga, holandês, e também da Comissão Europeia, aprendemos que 13 países da União Europeia estão neste momento a utilizar as ciências comportamentais para ajudar a desenhar e implementar melhores políticas nacionais e locais. É entusiasmante verificar que Portugal é um deles: o LabX, parte da Agência para a Modernização Administrativa (AMA) está a liderar o caminho para um novo mundo de ciências comportamentais. É um orgulho para nós termos começado a trabalhar com o LabX, e estamos desejosos para ver novos desenvolvimentos em Portugal e no estrangeiro.